Querido e Amado Augusto, Meu Radialista!
Estava tentando buscar algum texto ou poesia na internet que pudesse descrever o que tenho sentido nesses últimos meses.
Li, reli, li novamente e nada se aproximava da sensação de não te-lo por perto.
Resolvi escrever essas linhas, sem rima, sem verso ou reverso, apenas para um dia poder lembrar o quão fortes somos.
Fortes como aquele grande e velho leão junto aos seu lindo e jovial filhote correndo nas savanas apenas deixando o sol bater no fuço e rindo do passado e da dor sentida.
Essa dor que arrebata meu peito quase todos os dias, sem ao menos me dar chance de me colocar em prontidão ou me preparar para segurar as lagrimas que rolam dos olhos cheios de saudades do seu sorriso.
Uma dor intensa e cortante, como se alguém estivesse me abrindo ao meio e tirando para fora tudo que ainda me resta sem antes apertar e torcer com imensa força e maldade.
Dor essa que não desejo a ninguém, nem de perto e nem de longe.
Dor essa que faz crescer e valorizar cada banho que lhe dei quando você era um branco e gordinho bebe, banho no colo, debaixo do mesmo chuveiro, com cheiro de sabonete branco da Johnson e você feliz por brincar com a água que caia do chuveiro nas suas mãos.
Não consigo escrever mais por hoje...
Te amo hoje e sempre.
Seu Pai
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